6 de novembro de 2018

Distúrbios de aprendizagem (DA ou TA) são transtornos de ordem neurológica que agem na forma como o cérebro recebe e organiza as informações — ou estímulos, afetando a capacidade do indivíduo de desenvolver habilidades como fala, escrita, leitura e aritmética. São normalmente identificados nas fases iniciais de escolarização e, por isso, é natural que os pais, ao observarem o mau rendimento escolar da criança ou do jovem, se perguntem: ”é possível que meu filho sofra de algum Distúrbio de Aprendizagem?”

Antes de tentar definir qualquer comportamento, é necessário entender que nem toda criança que exibe essas características sofre de algum transtorno específico. A apresentação de resultados muito abaixo do esperado ou a falta de motivação para aprender determinados conteúdos podem ser também consequência de outros problemas de ordem cultural, emocional ou cognitivo, por exemplo.   

É possível, ainda, que o aluno esteja passando por adversidades que influenciam em sua postura na escola e sua motivação. Entre os principais agravantes desse problema podemos citar: aborrecimentos familiares, mudança de escola, troca de professor, separação dos pais, morte de uma pessoa querida, metodologia de ensino defasada, etc.

Já os Transtornos de Aprendizagem — dislexia, discalculia e disgrafia entre os mais comuns— caracterizam-se por dificuldades mais específicas em um ou mais destes processos psicológicos básicos:

 

  • percepção visual e auditiva
  • Sequenciação, abstração e organização
  • Memória a longo e curto prazo
  • Linguagem expressiva
  • Capacidades motoras

 

Por se tratar de um problema de ordem neurológica, somente profissionais capacitados, como psicólogos, fonoaudiólogos, neuropsicólogos ou neuropediatras são capazes de diagnosticar com maior precisão esses distúrbios. Todavia, é importante que, tanto a família quanto a escola, fiquem atentos a alguns comportamentos que podem sugerir a necessidade de procurar esses profissionais:

 

Dificuldades cognitivas e de memorização de atividades que envolvam linguagem, leituras, formas gráficas e números.

Dificuldade em desempenhar algumas funções acadêmicas.

Inversão da grafia de letras e números

Demora na incorporação de palavras novas ao seu vocabulário

Tendência a inventar ou adivinhar as palavras

Dificuldade acentuada e demora para finalizar tarefas

Dificuldade para planejar e elaborar textos escritos, reproduzir histórias e entender conceitos abstratos

Confusão entre números e signos e dificuldade de performar cálculos mentais

Dificuldade em escrever com caligrafia consistente — letras muito espaçadas, confusão entre maiúsculas e minúsculas, etc.

Além disso, é importante atentar ao fator de hereditariedade, que pode influenciar na ocorrência desses Transtornos na criança.

É essencial, acima de tudo, entender que os Transtornos de Aprendizagem não caracterizam falta de inteligência ou de vontade de aprender e que o apoio da família, da escola e de uma equipe qualificada de profissionais é essencial para garantir que esteja sendo permitido ao aluno aproveitar todo seu potencial no processo de aprendizagem.

Esse trabalho coeso entre família e escola é fundamental para que essas características sejam notadas e, consequentemente, os problemas sejam tratados da forma como precisam ser.